Nem sempre o alarido
Quer dizer de alegrias.
Nem sempre o sorriso
É um amistoso convite.
Nem sempre a face taciturna
Quer dizer de severidade.
Por tras de tudo
Que aos olhos se apresenta
Há mundos insondáveis
Que mesmo o íntimo de quem os esboça
Se debate com profundas incertezas.
domingo, 8 de junho de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
QUE ASSIM SEJA II
Ainda não sei como será esse fim.
Mas a sequência de acontecimentos
Sinalizam o seu possível cenário.
Tenho em mim a versão apenas aceitável
À comodidade das minhas aspirações:
Um quê de amplo silêncio e circunstância
Propícios à toda sorte de interiores viagens.
Uma enxurrada de visões etéreas
Com um viável veículo para o transporte ao infinito.
Um mata borrão programado
Para o apagar dos desdouros passados
E uma vívida memória dso momentos doces
Para aquela confusão ofuscante de lágrimas e sorrisos.
Os visitantes me virão todos:
Os que nos trazem a alegria que arrastam do mundo
E os que carregam também as grandes tristezas
Enrolados nos lençóis de suas generosidades.
Terei também algo de luxúria
Na exata dosagem das minhas possibilidades.
E virá então a inexorável reticência da existência:
Aí eu não saberei mais onde estarei.
Mas a sequência de acontecimentos
Sinalizam o seu possível cenário.
Tenho em mim a versão apenas aceitável
À comodidade das minhas aspirações:
Um quê de amplo silêncio e circunstância
Propícios à toda sorte de interiores viagens.
Uma enxurrada de visões etéreas
Com um viável veículo para o transporte ao infinito.
Um mata borrão programado
Para o apagar dos desdouros passados
E uma vívida memória dso momentos doces
Para aquela confusão ofuscante de lágrimas e sorrisos.
Os visitantes me virão todos:
Os que nos trazem a alegria que arrastam do mundo
E os que carregam também as grandes tristezas
Enrolados nos lençóis de suas generosidades.
Terei também algo de luxúria
Na exata dosagem das minhas possibilidades.
E virá então a inexorável reticência da existência:
Aí eu não saberei mais onde estarei.
sábado, 11 de janeiro de 2014
VIAGEM ETÉREA
Ainda quero muito caminhar.
Não trilhei ainda todos os possíveis caminhos.
Nem quero horizontes visíveis à minha frente
Porque apesar de inalcançáveis
Dão a sensação da existência da finitude.
Comecei de ínfimo ponto
Nesse espiral que é a existência.
E ainda estou num patamar palpável
Onde ainda pressinto o abismo
E anseio pelo infinito.
Sei ainda das minhas vontades
Indício inexorável da minha imperfeição
E causa intrínseca das minhas inquietações.
Baliza intransponível para a minha ascensão.
Quero a cúpula desse espiral
Que será a fusão com o todo universal
Consumindo as minhas mundanas vontades
E me distanciando indefinidamente do abismo
Cujo vislumbre faz o temor dos mortais.
Não trilhei ainda todos os possíveis caminhos.
Nem quero horizontes visíveis à minha frente
Porque apesar de inalcançáveis
Dão a sensação da existência da finitude.
Comecei de ínfimo ponto
Nesse espiral que é a existência.
E ainda estou num patamar palpável
Onde ainda pressinto o abismo
E anseio pelo infinito.
Sei ainda das minhas vontades
Indício inexorável da minha imperfeição
E causa intrínseca das minhas inquietações.
Baliza intransponível para a minha ascensão.
Quero a cúpula desse espiral
Que será a fusão com o todo universal
Consumindo as minhas mundanas vontades
E me distanciando indefinidamente do abismo
Cujo vislumbre faz o temor dos mortais.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
PREFERENCIAS
Preferi dividir as benesses
Que imaginei pra minha vida futura
Antes mesmo que elas surgissem.
Preferi construir um acervo de memórias
Antes mesmo do meu preconizado fim.
Preferi abstrair as dores futuras
No que foi um presente intenso
Pra não senti-las sem razão
Quando acabarem surgindo.
Que imaginei pra minha vida futura
Antes mesmo que elas surgissem.
Preferi construir um acervo de memórias
Antes mesmo do meu preconizado fim.
Preferi abstrair as dores futuras
No que foi um presente intenso
Pra não senti-las sem razão
Quando acabarem surgindo.
SERES INCOMUNS
A Marcelo Deda
Existem seres incomuns
Que transitam pela vida
Guiados por ideais.
Que provocam ondas de empatia
Quando mergulham
No imenso mar dos anseios.
Que transformam o simples verbo cotidiano
Num caudaloso arsenal de pérolas.
Existem sim!
Estes seres incomuns.
Cuja existência é uma dádiva dos céus.
Cuja vida é um divino sacerdócio
No sentido do justo realizável.
sábado, 12 de outubro de 2013
O ESPELHO
Apenas o espelho me diz que mudei.
Esse o grande defeito dos espelhos:
Refletem apenas o nosso molde físico
Degradado na sua forma e aparência
Pelas falências biológicas e temporais.
Só eu sei que não estou me vendo como sou.
Porque não subiria às nuvens
Como faço sempre que quero brincar os anjos
Sem as asas que não vejo alí.
Não montaria o mais veloz dos potros
Como faço sempre que corro os prados do infinito
Com aquele corpo que ali se mostra.
Não mergulharia no mundo da inocência e da fantasia
Para brincar as crianças do mundo
Com aquele siso ali incompreensivelmente refletido.
Esse o grande defeito dos espelhos:
Refletem apenas o nosso molde físico
Degradado na sua forma e aparência
Pelas falências biológicas e temporais.
Só eu sei que não estou me vendo como sou.
Porque não subiria às nuvens
Como faço sempre que quero brincar os anjos
Sem as asas que não vejo alí.
Não montaria o mais veloz dos potros
Como faço sempre que corro os prados do infinito
Com aquele corpo que ali se mostra.
Não mergulharia no mundo da inocência e da fantasia
Para brincar as crianças do mundo
Com aquele siso ali incompreensivelmente refletido.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
AMIGO DO PEITO
Carrego no peito um coração curtido
Que jamais irá me trair de súbito
Afeito que está às intempéries emotivas.
É um bom e forte esse coração
Que me bate no velho peito.
Sempre parceiro vibrante nos sublimes momentos
Quando lhe inundo de paixões
E calmo o bastante nos sombrios
Quando necessito do silêncio
Para digerir tristezas.
Guardião de segredos inconfessáveis
Que debulhará nos caminhos do tempo
Codificados em símbolos como flores vivas.
Espero conduzí-lo ainda muito
Apesar dos encargos e maltratos
Que impiedosamente lhe inflijo
Com meus péssimos e comprometedores hábitos.
Que jamais irá me trair de súbito
Afeito que está às intempéries emotivas.
É um bom e forte esse coração
Que me bate no velho peito.
Sempre parceiro vibrante nos sublimes momentos
Quando lhe inundo de paixões
E calmo o bastante nos sombrios
Quando necessito do silêncio
Para digerir tristezas.
Guardião de segredos inconfessáveis
Que debulhará nos caminhos do tempo
Codificados em símbolos como flores vivas.
Espero conduzí-lo ainda muito
Apesar dos encargos e maltratos
Que impiedosamente lhe inflijo
Com meus péssimos e comprometedores hábitos.
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